Fauna e Flora

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Passeio pela Fauna e Flora

Grande biodiversidade de fauna e flora

A Serra dos Órgãos abriga mais de 2.800 espécies de plantas catalogadas.
Alem de 105 espécies de mamíferos ( como jaguatiricas, tatus, bichos preguiça, onças pardas e muitos outros ), 462 espécies de aves ( incluindo tucanos, tiés sangue, maritacas, papagaios, trinca ferro, arapongas entre outros ), espécies de anfíbios e 83 espécies de repteis.

Incluindo 130 animais ameaçados de extinção e muitas espécies endêmicas (que só ocorre neste local).
Entre altitudes de 100 e 1 500 m, a chamada floresta montana, a vegetação atinge até 40 m, onde encontramos espécies como o baguaçu, jequitibá, canelas e canela-santa, muito admirada por suas floradas amarelas. Já acima de 2 000 m, a vegetação é representada principalmente por gramineas e espécies que crescem sobre os rochedos.

A fauna é rica e diversificada, constituindo-se num de seus últimos redutos na região.São 462 espécies de aves, a maior riqueza registrada na Mata Atlântica; 82 espécies de mamíferos; 83 répteis e 102 anfíbios. 130 espécies ameaçadas são protegidas pelo Parque.

Entre os mamíferos destacam-se o muriqui (Brachyteles arachnoides), maior primata das Américas e grandes predadores carnivoros, como o puma, ameaçado de extinção. Em 2008 pesquisadores encontraram rastros da onça pintada (Panthera onca), considerada extinta na região.

Entre as aves ameaçadas estão a jacutinga e o tietê-de-coroa, ave endêmica da Serra dos Órgãos. Também podem ser vistos os araçaris, formando bonito contraste com a vegetação. Um cuidado que se deve ter é com as cobras venenosas, como a jararaca e jaracuçu, que camufladas se deslocam pelas folhas em busca de presas desprevenidas.

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Ecossistema e Fitofisionomia

A Serra dos Órgãos está entre as regiões mais preservadas do estado do Rio de Janeiro e de todo o bioma Mata Atlântica. As quatro cidades abrangidas pelo PARNASO possuem ainda 59,5% de cobertura florestal (CIDE, 2004).

Os ecossistemas e fitofisionomias identificados na região são: manguezais; floresta de baixada; floresta pluvial sub-montana, montana e alto-montana; e campos de altitude. O PARNASO é composto por um grande bloco contínuo de florestas que ultrapassa os cem mil hectares, um dos mais significativos de toda a Mata Atlântica. As matas de baixada e o alto da serra, no entanto, encontram-se bastante fragmentados. Seus remanescentes estão concentrados em topos de morrotes, entremeados de áreas agrícolas e pastagens degradadas.

 

Vegetação e Flora

O PARNASO apresenta uma vegetação bem conservada classificada como Floresta Tropical Pluvial Atlântica. As formações florestais são, de modo geral, matas secundárias bem evoluídas em relação à sucessão florestal, com alguns trechos de vegetação primária. A predominância de uma vegetação secundária em estágio avançado indica que houve uma ação intensificada do homem em várias áreas da floresta antes mesmo do parque ser consolidado, em 1939.

A grande variação altitudinal em uma área relativamente pequena, criou na Serra dos órgãos ambientes únicos e elevada riqueza de espécies. A biodiversidade excepcional do PARNASO e sua importância levaram o Ministério do Meio Ambiente a reconhecê-lo como área prioritária para conservação e de extrema importância biológica. Entre as mais de 2.800 espécies registradas no Parque, destacam-se 369 espécies de orquídeas e mais de 100 de bromélias.

As fisionomias vegetais da Serra dos Órgãos variam de acordo com a altitude:
Até 500 metros as encostas de baixa altitude são cobertas pela Floresta Pluvial Submontana, com a presença de árvores de até 30 metros de altura, ocorrendo espécies como a palmeira juçara, da qual é extraído o palmito, a pindobinha, a samambaiaçu, e outras, como o murici, o baguaçu, o jacatirão, a faveira e a embaúba.

Entre 500 e 1.500 metros a vegetação é classificada como Floresta Montana. A estrutura dessa mata possui variações dependentes das condições específicas de cada área, mas em muitas formações as maiores árvores atingem até 40 metros, e o dossel superior (conjunto contínuo de copas de árvores) encontra-se entre 25 e 30 metros. O estrato arbóreo é dominado por grandes árvores, como o jequitibá-rosa, o ouriceiro, a canela e a canela-santa, que tinge de amarelo a supremacia do verde. Os troncos e galhos das árvores são cobertos de epífitas. Além das bromélias e orquídeas, muito comuns e de variadas espécies, são encontradas diferentes lianas (cipós).

Acima de 1.500 metros estão presentes as matas nebulares, frequentemente encobertas por nuvens, classificadas como Floresta Pluvial Alto-Montana. A formação florestal é dominante, de porte arbóreo baixo, cerca de 5 a 10 metros. As árvores possuem troncos tortuosos e cobertos por camada de musgos epífitas, exibindo um certo grau de xeromorfismo, devido às baixas temperaturas. O sub-bosque dessa mata é dominado por significativa diversidade de espécies arbustivas. É grande a concentração de epífitas, como bromélias e orquídeas. O número de espécies endêmicas nesta faixa altitudinal é bastante elevado.

Acima de 2.000 metros o Campo das Antas, a 2.134 metros de altitude, próximo à Pedra do Sino, ponto culminante do parque, é um dos únicos exemplos fitogeográficos do estado do Rio de Janeiro do subtipo Refúgio Ecológico Alta-Montana, também conhecido como Campo de Altitude, com um grupamento vegetal herbáceo-arbustivo aberto, que se desenvolve sobre os afloramentos rochosos. Por estar na parte mais alta (áreas de contribuição, de onde a água e solo descem para outros locais, mas que nada recebem ao não ser da atmosfera), a vegetação possui aspecto seco, o solo é raso e a radiação solar é intensa. Estas formações são dominadas por espécies das famílias das orquídeas e bromélias, além de gramíneas e ciperáceas. Ainda quanto à vegetação, o Campo de Altitude pode ser subdividido em região dos picos; região de vegetação graminosa; região de charcos; região de depressão; região de capões e região de rochas descobertas.

 

Fauna

A grande diversidade de hábtats, proporcionada pela variação no clima, nos tipos de solo, formações geológicas e diferenciadas formações vegetais explicam a alta diversidade de espécies da fauna no Parque Nacional da Serra dos Órgãos. Apesar da existência de lacunas sobre o conhecimento de vários grupos taxonômicos e dos estudos realizados estarem concentrados em poucas áreas, já foram registradas 462 espécies de aves, 83 de mamíferos, 102 de anfíbios, 82 de répteis e 6 de peixes: uma riqueza significativa.

As 727 espécies de vertebrados terrestres registradas na UC (Unidade de Conservação) correspondem a 20% do total de espécies deste grupo existentes no Brasil, em uma área que corresponde a apenas 0,00125% do território nacional.

A proteção que os animais recebem no PARNASO, onde a pressão de caça é menor e a presença humana controlada, faz com que a Serra dos Órgãos seja identificada como área prioritária para conservação, destaque este proporcionado também pelo alto nível de endemismo e pela ocorrência de espécies ameaçadas, tornando-se um dos últimos redutos de uma fauna diversificada de invertebrados, anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Comparando-se a lista de espécies já identificadas no parque com as listas oficiais de fauna ameaçadas de extinção, existem 120 espécies ameaçadas nos diversos status de ameaça das diferentes listas, sendo um invertebrado terrestre, dois peixes, 16 anfíbios, um réptil, 72 aves e 28 mamíferos ameaçados de extinção. Estes números estão certamente subestimados, uma vez que as listas de espécies disponíveis são ainda preliminares e diversos grupos taxonômicos que ocorrem em áreas remotas da UC não foram ainda amostrados. Os estudos realizados indicam a ocorrência de 83 espécies de mamíferos na Serra dos Órgãos. Destas, 21 espécies estão globalmente ameaçadas de extinção.

Mamíferos:

Assim como em toda a Mata Atlântica, predominam os mamíferos de pequeno porte. Além da estrutura fechada da floresta favorecer animais pequenos, os grandes mamíferos sofreram historicamente forte pressão de caça e as áreas protegidas são insuficientes para animais que necessitam de grandes áreas para se alimentar e reproduzir, como a onça-pintada.

Um estudo encontrou 34 espécies de mamíferos de médio e grande porte na Serra dos Órgãos, entre registros históricos e observações diretas. Entre os mamíferos destaca-se o muriqui Brachyteles arachnoides, maior primata das Américas e um dos mais ameaçados do mundo. A espécie era considerada extinta no estado do Rio de janeiro e foi registrada no PARNASO recentemente. As três espécies de mamíferos com maior porte, a anta Tapirus terrestris, a onça-pintada Panthera onça, e o queixada Tayassu pecari foram consideradas “presumivelmente extintas” devido à fragmentação de habitats e à caça, mas existem relatos da presença de antas e queixadas nos limites da UC entre Petrópolis e Magé.

O maior primata das Américas, que pode medir até 1,5 metro, vive na mata das montanhas do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, em Teresópolis. E seu movimento no topo das árvores se assemelha a uma ventania: os galhos balançam forte e o barulho vai longe. O muriqui é um dos animais mais ameaçados de extinção no país, que tem como um dos seus últimos refúgios uma das regiões de Mata Atlântica mais preservadas do estado e com um dos relevos mais acidentados da Região Serrana.

Aves:

O Parque Nacional da Serra dos Órgãos abriga a avifauna mais rica registrada em toda a Mata Atlântica, com 462 espécies de aves. Entre elas, estão 142 das 217 espécies endêmicas da Mata Atlântica, representando 65,4% do total de espécies endêmicas do bioma. Estes dados indicam a Serra dos Órgãos como a área com maior número de espécies endêmicas de toda a Mata Atlântica. Entre as aves registradas no PARNASO estão 72 espécies consideradas ameaçadas, sendo 51 espécies que constam da Lista de Espécies Ameaçadas da IUCN(União Internacional para a Conservação da Natureza).
A observação da avifauna é um atrativo turístico que pode ser melhor explorado no PARNASO. Hoje, o parque recebe alguns grupos de observadores de aves, principalmente formados por estrangeiros, que muitas vezes vão até o parque buscando observar uma única espécie de interesse, como a saudade-de-asa-cinza Tijuca condita.

Répteis:

O Brasil conta com uma grande diversidade de répteis, pelo menos 633 espécies, sendo o quarto país em números de espécies. No entanto, há ainda uma lacuna de conhecimento sobre taxonomia, biologia e distribuição das espécies. Na Serra dos Órgãos não é diferente, podendo-se listar para o PARNASO 82 espécies de répteis, ou seja, cerca de 40% das espécies registradas para a Mata Atlântica. O Parque Nacional da Serra dos Órgãos possui uma significativa e surpreendente riqueza de répteis, incluindo espécies de grande importância para a área médica e para conservação, incluindo espécies raras e pouco conhecidas pela ciência.

Anfíbios:

O PARNASO abriga 102 espécies de anfíbios. Esta riqueza de espécies em uma área relativamente pequena (106 km²) coloca a Serra dos Órgãos como uma das áreas de maior diversidade do mundo para esta classe. Este número pode subir quando forem realizados estudos mais detalhados na vertente continental da serra e nos campos de altitude. A grande maioria dos registros refere-se a áreas próximas às sedes Teresópolis e Guapimirim.

Peixes:

A ictiofauna das duas macro-regiões do PARNASO (Bacia da Baía de Guanabara e Bacia do Paraíba do Sul) é bastante conhecida. As características geográficas do PARNASO, contudo, não permitem que os dados existentes sejam extrapolados para o parque, já que este engloba apenas as cabeceiras e trechos superiores desses rios, que apesar da localização geográfica próxima e de estarem inseridas na mesma macro-região, ou até na mesma bacia, podem apresentar diferentes composições específicas. Em geral a riqueza da ictiofauna aumenta no eixo nascente-foz, o que indica que deve haver um maior número de espécies nas partes mais baixas do PARNASO, como acontece para outros grupos taxonômicos.

Invertebrados:

Apesar de constituírem o grupo taxonômico mais diverso, existem poucos dados catalogados sobre invertebrados no PARNASO. As espécies com ocorrência registrada, identificadas e publicadas são pouco mais de 260, mas este número certamente é muitas vezes maior. A região do PARNASO abriga alta diversidade de invertebrados. Um biólogo observou cerca de 100 espécies de lepidópteros em duas horas de observação noturna, por exemplo. É provável a existência de muitas espécies endêmicas nas partes altas do PARNASO, região muito pouco estudada.

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